Toxoplasmose

Toxoplasma gondii (T. gondii) é um protozoário, parasita intracelular obrigatório, pertencente ao filo Apicomplexa, classe Sporozoa, subclasse Coccidia e ordem Eucoccidia e que pode infectar o homem e uma ampla variedade de animais domésticos e selvagens, os protozoários desta filo caracterizam-se por apresentar o Complexo Apical, estrutura responsável pelos processos de invasão celular, outros representantes do filo são Plasmodium spp, Cryptosporidum spp, Isospora spp, Sarcocystis spp e Babesia spp. O T.gondii foi descoberto por Nicolle and Manceaux em 1908 em um roedor Ctenodactylus gundi e ao mesmo tempo por Splendore em um coelho de laboratório em São Paulo, Brazil.

A toxoplasmose é uma doença humana de alta prevalência, causada por um protozoário intracelular obrigatório, Toxoplasma gondii. A infecção é muito comum em animais, sendo uma importante causa de aborto e morte neonatal em ovelhas, cabras e porcos, os quais são igualmente suscetíveis à infecção.

T.gondii, apesar de infectar com freqüência o homem, causa geralmente doença benigna, pois raramente causa distúrbios no seu hospedeiro e, quando isto ocorre, as perturbações são em geral, leves e temporárias. A coriorretinite (acometimento ocular) é a principal forma clínica da toxoplasmose adquirida em indivíduos imunocompetentes.

Na toxoplasmose congênita, quando a mãe se infecta durante a gestação, o feto é contaminado através da placenta, causando lesões no sistema nervoso central (SNC) ou coriorretinite. Este pode ser um quadro agudo, extenso, com alto grau de letalidade ou de lesões irreparáveis, denominada tétrade de Sabin, cujas manifestações são: a) hidrocefalia ou microcefalia; b) corioretinite; c) calcificações intracranianas e d) retardamento mental.

Cerca de 4.100 das 4,1 milhões de crianças nascidas nos E.U.A. todo ano, apresentam infecção congênita, sendo que a maioria não mostra sinais clínicos ao nascer, mas apresentam alguma seqüela no decorrer da vida. Muitas destas crianças podem desenvolver coriorretinite durante a adolescência ou na fase adulta. Na região metropolitana de São Paulo, Brasil, estima-se que devam nascer cerca de 230 a 300 crianças infectadas por ano. Na França e Áustria a incidência de toxoplasmose congênita é de 3-4 casos por cada 1000 nascimentos e no Reino Unido foram descritos 91 casos entre 1975 e 1980.

Outros grupos afetados pela toxoplasmose são pacientes imunocomprometidos, como aqueles portadores da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA/AIDS), transplantados e pacientes com câncer. A toxoplasmose em pacientes com AIDS, causa muitas vezes lesões no sistema nervoso central; nos transplantados, devido a imunossupressão, também pode ocorrer a reativação dos cistos ou infecção primária nos órgãos transplantados. Nos Estados Unidos na primeira década da epidemia de AIDS, 20.000 a 40.000 pacientes infectados com HIV apresentaram as formas clínicas da toxoplasmose.

Ciclo

Este agente apresenta um ciclo vital complexo com múltiplos hospedeiros (Figura 1). Os felinos em geral são os hospedeiros definitivos de T.gondii, sendo que estes podem se contaminar pelas três formas infectantes do parasita: taquizoítos, presentes nas células infectadas; bradizoítos, presentes em cistos teciduais; e esporozoítos, liberados pelos oocistos. Os parasitas então se reproduzem sexuadamente nas células epiteliais do intestino dos felinos, liberando oocistos em suas fezes, estrutura essa que é muito resistente as condições ambientais e a agentes químicos.


Figura 1 Ciclo vital do T.gondii, com as várias fontes de infecção para o homem. A-E formas de proliferação assexuada no intestino do felino.

Nos demais animais que funcionam como hospedeiros intermediários, a contaminação ocorre principalmente através da ingestão de alimentos ou água contaminados com oocistos. Neste hospedeiros, as formas do parasita encontradas são taquizoítos, formas assexuadas invasivas de rápida multiplicação, ou bradizoítos, de lenta proliferação encontradas no interior dos cistos teciduais na infecção crônica, persistindo nas células dos hospedeiros por longos períodos, sendo outra fonte de infecção.

O homem pode adquirir a infecção pela ingestão de carne de outros hospedeiros intermediários contaminados como aves, porcos, ovelhas e cabras ou pela ingestão de oocistos através da água ou alimentos mal lavados contaminados com fezes de gatos.

Ocasionalmente, esta transmissão pode ocorrer via taquizoítos através de transfusão de hemoderivados e principalmente através da placenta em mães primoinfectadas.

A morfologia do T.gondii depende da forma analisada. Basicamente, o agente é nucleado, apresenta a maioria das estruturas constitutivas de uma célula eucariota, como mitocôndrias, complexo de Golgi e lisossomos. Caraterístico do gênero é o complexo apical, formado por conóide, roptrias e micronemas, responsável pela formação do vacúolo parasitóforo na célula hospedeira (Figura 2). Apresenta um citóstoma na sua face lateral e organelas especiais, denominadas apicoplastos, que são aparentemente destinadas a reservas de energia. Estas estruturas são mantidas na maior parte das formas de divisão assexuada, como taquizoítos (formas de multiplicação rápida), bradizoítos (formas de multiplicação lenta em cistos) e esporozoítos (formas liberadas de oocistos).


Figura 2 Morfologia esquemática de taquizóito de T.gondii.

Taquizoítos

É a forma de proliferação rápida, facilmente encontrada em líquidos biológicos. Sua forma é de arco, em um dos pólos, mais afilado, encontra-se o complexo apical, composto por róptrias, micronemas, conóide e anel polar, e outro polo, mais arredondado, geralmente apresenta o núcleo.

O taquizoíto apresenta ainda uma película, composta por três membranas. O complexo apical está relacionado com o processo de invasão do parasita.

Dentre as inúmeras proteínas contidas nas róptrias, a principal é a ROP-1 ou PEF, é capaz de promover a penetração do agente em células hospedeiras na presença de cálcio.

Cistos

É a forma de resistência nos tecidos, são geralmente encontrados nos músculos cardíacos e células do sistema nervoso. Esses cistos podem conter de 10 a centenas de bradizoítos.

Como resistência aos agentes usuais de esterilização, os bradizoítos e seus cistos são mortos se congelados a 20oC, aquecidos a 65oC ou submetidos a radiação ionizante.


Figura 3 - Cisto tecidual de T. gondii, contendo centenas de bradizoítos em seu interior.
Fonte: Dubey et al, 1998

Esporozoítos (oocistos)

É a forma infectante produzida no intestino do gato. Após sua maturação, é viável por muitos meses e até anos, sendo muito resistentes a esterilizantes químicos. Resistente a 1 hora em tintura de iodo 2%, solução sulfocrômica, etanol a 95%, amônia líquida, hidróxido de sódio e ácido hipocloroso a 10%, 24 horas em formalina 10%, em uréia e dessecamento.

Eliminado pelas fezes do hospedeiro definitivo, ele contém em seu interior dois esporocistos, com quatro esporozoítos em cada um, a maturação ocorre no meio exterior, em período que dura de um a cinco dias, surgindo então capacidade infectante. O oocisto de T.gondii, quando depositado esporulados na superfície do solo, podem permanecer viáveis cerca de um ano, se a temperatura
não ultrapassar 37oC.

Fezes de gatos contendo oocistos de toxoplasma, enterrados após sua eliminação por gatos, permitiram sobrevivência dos oocistos por período de até 18 meses. Por outro lado, quando as fezes são depositadas no assoalho de residências, situação que pode ocorrer em ambientes urbanos, onde há pouca disponibilidade de solo natural para os gatos, os oocistos podem manter-se
viáveis por 3 meses, se não houver exposição direta à luz solar.

T.gondii é capaz de invadir e se multiplicar dentro de todas as células nucleadas de mamíferos, hemácias nucleadas de aves, eritrócitos imaturos de mamíferos, cultura de células de peixes e insetos, podendo ser facilmente mantido em diversas culturas celulares ou passagens por animais.

O tratamento (sulfa e pirimetamina) consegue controlar as formas de rápida proliferação (taquizoítos), mas não existe nenhuma droga que consiga eliminar os cistos teciduais latentes em humanos e animais, e estes se mantém viáveis por longos períodos podendo reativar a infecção.


Figura 4 - Oocistos de T.gondii, forma excretadas nas fezes des felinos
Fonte: Dubey et al, 1998

Toxoplasmose nos animais

Diversas espécies de animais foram encontradas infectadas pelo T.gondii, inclusive aquelas que são utilizadas para consumo humano, podendo ser fontes de infecção ou causar prejuízos econômicos nas criações. As ovelhas são susceptíveis a infecção pelo T.gondii, sendo que estes animais podem sofrer abortos ou mortes neonatal, tornando a toxoplasmose um importante problema econômico na criação destes animais, devido aos prejuízos causados nos criadouros, principalmente na Nova Zelândia e Inglaterra. No Uruguai, estima-se que a perda durante a gestação dos animais é de 1,4-3,9% com um prejuízo financeiro em torno de US$ 1,4-4,7 milhões de dólares para o país. Em cabras a doença é mais severa do que em ovelhas e os animais podem morrer de enterite e encefalite causada pelo T.gondii, cistos podem permanece durante toda a vida dos caprinos, sendo que em animais naturalmente e experimentalmente infectados foram localizados nos músculos, coração, diafragma, fígado, rins e cérebro. A toxoplasmose em suínos foi descrita em diversos países e a mortalidade ocorre principalmente em animais jovens, as manifestações clínicas mais freqüentes são pneumonia, miocardite, encefalite e necrose da placenta podendo provocar também abortos ou natimortos. A carne suína representa uma fonte de risco significativa de contaminação humana no Brasil. No gado o T.gondii invade as células e forma cistos, mas estes não persistem por muito tempo nos tecidos, pois estes animais são relativamente resistentes a toxoplasmose em relação a outros animais.

Coelhos: sintomatologia é caracterizada sobretudo por palidez visível nas orelhas e diarréia, manchas necróticas no fígado a abundante exsudato peritonial.

Cão: os sintomas são representados por febre, corrimento nasal e ocular, diarréia ou desinteria e incoordenação de movimentos. O cão tem sido considerado como importante fonte de infecção humana, devido ao fato do protozoário ser eliminado através da saliva, das fezes e da urina.

Gato: importante fonte de infecção, pela sua domesticidade, que adquire a parasitose através de mecanismo congênito, de rnivorismo ou de contaminação por fezes.

Galinha: a forma mais provável de aquisição da infecção é dada pelo hábito de as aves ciscarem o solo contaminado com oocistos contidos em fezes de gatos. Os sintomas mais evidentes foram arrepiamento , asas caídas e olhos fechados.

Cobaias e Camundongos: os animais apresentam lesões necróticas na placenta e originam crias parasitadas quando ocorre transmissão congênita da toxoplasmose.

Porco: do ponto de vista epidemiológico, o consumo de carne, deste animal, infectada com cisto de T.gondii representa uma fonte importante de infecção para o homem. Na Europa a taxa de parasitismo excede a 50% em carcaças obtidas de matadouros.

Outros trabalhos dos autores:

Hiramoto, R.M., Galisteo Jr., A.J., N. Nascimento & Andrade Jr., H.F. (2002). 200 Gy sterilised Toxoplasma gondii tachyzoites maintain metabolic functions and mammalian cell invasion, eliciting cellular immunity and cytokine response similar to natural infection in mice. Vaccine 20(16): 2072-2081.
[Artigo em PDF]

Hiramoto, R.M., Mayrbaurl-Borges, M., Galisteo Jr., A.J., Meireles, L.R., Cardoso, R.P.A., Macre, M.S. & Andrade Jr., H.F. (2001). Infectivity of cysts of the ME-49 Toxoplasma gondii strain in artificially infected bovine milk and homemade cheese. Revista de Saúde Pública 35(2): 113-118.
[Artigo em PDF]

Suarez-Aranda, F., Galisteo Jr., A.J., Hiramoto, R.M., Cardoso, R.P., Meireles, L.R., Miguel, O., Andrade Jr., H.F. (2000). The prevalence and avidity of Toxoplasma gondii IgG antibodies in pigs from Brazil and Peru. Veterinary Parasitology. 91(1-2):23-32.
[Artigo em PDF]

Hiramoto, R.M., Galisteo JR., A.J. & Andrade JR., H.F. (1999). Effects of cobalt 60 ionizing radiation on the metabolism and infectivity of a parasitic protozoa, Toxoplasma gondii. VII CGEN General Conference on Nuclear Energy -  Belo Horizonte, MG.

Meireles, L. R.; Galisteo JR., A. J.; Andrade JR., H. F. (2000). Toxoplasma gondii IgG antibodies in chickens and pigs of intensive breed. XVI Annual Meeting of the Brazilian Society of Protozoology Resumo publicado em Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Vol. XX Suppl II, Nov.

Hiramoto, R.M., Galisteo JR., A.J., Cardoso, R.P.A. & Andrade JR., H.F. (2000). Proliferative response in splenic cells of the C57BL/6J mice inoculated with irradiated tachyzoits of the Toxoplasma gondii. XVI Annual Meeting of the Brazilian Society of Protozoology Resumo publicado em Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Vol. XX Suppl II, Nov.

Meireles, L.R., Righeto, R.V., Galisteo JR., A.J. & Andrade JR., H.F. (2000). Levantamento soroepidemiológico da toxoplasmose bovina em área de surto epidêmico de toxoplasmose humana. XXVII CONBRAVET Congresso Brasileiro de Veterinária - V CONPAVET Congresso Paulista de Veterinária LV Conferência Anual da SPMV VI EXPOVET. Águas de Lindóia, São Paulo.

Meireles, L.R., Galisteo JR., A.J. & Andrade JR., H.F. (2000). Estudo soroepidemiológico da toxoplasmose em ovinos e caprinos da região centro-oeste do estado de São Paulo. XXVII CONBRAVET Congresso Brasileiro de Veterinária - V CONPAVET Congresso Paulista de Veterinária LV Conferência Anual da SPMV VI EXPOVET. Águas de Lindóia, São Paulo.

Meireles, L.R., Galisteo JR., A.J. & Andrade JR., H.F. (2000). Alta prevalência sorológica de toxoplasmose em gatos não domiciliares de uma área em surto epidêmico de doença humana. XXVII CONBRAVET Congresso Brasileiro de Veterinária - V CONPAVET Congresso Paulista de Veterinária LV Conferência Anual da SPMV VI EXPOVET. Águas de Lindóia, São Paulo.

Hiramoto, R.M., Galisteo JR. A.J., Mayrbaurl-Borges, M., Cardoso, R.P.A., Macre, M.S. & Andrade JR., H.F.(2000). Sobrevivência e infectividade de cistos de Toxoplasma gondii (cepa ME-49) em queijo fresco produzido com leite artificialmente infectado. I Encontro de Iniciação Científica Universiade Presbiteriana Mackenzie - São Paulo, SP.

Galisteo JR., A.J., Suárez, F., Cardoso, R.P.A., Hiramoto, R.M. & Andrade JR., H.F. (2000). Prevalência da infecção por Toxoplasma gondii em suínos do Brasil e Peru, detectados por ensaios imunoenzimáticos. I Encontro de Iniciação Científica Universiade Presbiteriana Mackenzie - São Paulo, SP.

Mayrbaurl-Borges, M., Hiramoto, R.M., Galisteo JR. A.J., Cardoso, R.P.A., Macre, M.S. & Andrade JR., H.F. (1999). Survival and infectivity of cysts of the ME-49 Toxoplasma gondii strain in artificially infected bovine milk and homemade cheese. 48TH Annual Meeting of the American Society of Tropical Medicine and Hygiene - Resumo publicado em The American Journal of Tropical Medicine and Hygiene, Vol. 61(3) Suppl Washington, D.C.

Hiramoto, R.M., Galisteo JR., A.J., Ferreira, M.A. & Andrade JR., H.F. (1999). Effects of 60Co ionizing radiation on Toxoplasma gondii tachyzoites. 48TH Annual Meeting of the American Society of Tropical Medicine and Hygiene - Resumo publicado em The American Journal of Tropical Medicine and Hygiene, Vol. 61(3) Suppl Washington, D.C.

Hiramoto, R.M., Galisteo JR., A.J., Raiz JR., R., Cardoso, R.P.A., Okay, T.S. & Andrade JR., H.F. (1999). Response of C57BL/6J mice immunized with irradiated tachyzoites of Toxoplasma gondii RH strain to oral challenge with ME-49 strain. XV Annual Meeting of the Brazilian Society of Protozoology Resumo publicado em Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Vol. 94 Suppl II, Nov.

Hiramoto, R.M., Galisteo JR., A.J., Mayrbaurl-Borges, M., Cardoso, R.P.A., Macre, M.S. & Andrade JR., H.F. (1999). Survival and infectivity of cysts Toxoplasma gondii (ME-49 strain) in homemade fresh cheese produced with artificially infected milk. XV Annual Meeting of the Brazilian Society of Protozoology Resumo publicado em Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Vol. 94 Suppl II, Nov.

Galisteo JR., A.J., Suárez, F., Cardoso, R.P.A., Hiramoto, R.M. & Andrade JR., H.F. (1998). Prevalence of Toxoplasma gondii infection in pigs from Brazil and Peru, detected by serologycal assays. XIV Annual Meeting of the Brazilian Society of Protozoology Resumo publicado em Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Vol. 93, Suppl II, Nov.

Hiramoto, R.M., Galisteo JR., A.J., Cardoso, R.P.A. & Andrade JR., H.F. (1998). 60Co ionizing radiation effects in the physiology and cellular invasion of Toxoplasma gondii tachyzoites. XIV Annual Meeting of the Brazilian Society of Protozoology Resumo publicado em Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Vol. 93 Suppl II, Nov.

Outras referências importantes:

Tenter, A.M., Heckeroth, A.R., Weiss, L.M.. (2000). Toxoplasma gondii: from animals to humans. Int J Parasitol. Nov; 30(12-13):1217-58.

Dubey, J.P., Lindsay, D.S, Speer, C.A. (1998). Structures of Toxoplasma gondii tachyzoites, bradyzoites, and sporozoites and biology and development of tissue cysts. Clin Microbiol Rev. Apr;11(2):267-99.
 

Roberto Mitsuyoshi Hiramoto, PhD. (rmhiramoto@ig.com.br)
IMT - Instituto de Medicina Tropical de São Paulo / USP - Laboratório de Protozoologia
IPEN - Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares / USP - Laboratório de Biologia Molecular

Andrés Jimenez Galisteo Jr., MSc. (galisteo@usp.br)
IMT - Instituto de Medicina Tropical de São Paulo / USP - Laboratório de Protozoologia
IPEN - Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares / USP - Laboratório de Biologia Molecular

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